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Decoração do Mirari
Mirari (IDB Rooftop): Vale a Pena? Guia e Preços

Mirari (IDB Rooftop): Vale a Pena? Guia e Preços

📌 Informações Práticas

📍 Morada: Praça José Queirós 1, 1800-237 Lisboa, Portugal
💶 Preço: gratuito
⏰ Horário:

Quinta-feira e Domingo: 12:00 – 23:00
Sexta-feira e Sábado: 12:00 – 02:00
Segunda a Quarta-feira: Fechado

Como Chegar (Google Maps)

Uma visita ao Mirari Olivais costuma preencher entre duas e quatro horas, dependendo da agenda de eventos do dia. O espaço fica na freguesia dos Olivais, concelho de Lisboa, a cerca de seis quilómetros do centro histórico da Baixa. Serve também de resposta a quem pergunta o que fazer nos Olivais, em Lisboa, para lá dos parques habituais da zona. Já lá fui a meio da tarde e também ao final do dia, e confesso que a experiência muda bastante consoante a hora escolhida.

Dicas sobre o Mirari Olivais

O piso do terraço é sobretudo betão exposto, com alguns troços de madeira nas zonas de estar. Não é superfície pensada para saltos altos, e já vi gente aos tropeções perto da pista de patinagem.

Sapatilha resolve a vida aqui.

Estando tão exposto, o vento é outra história. Numa das minhas idas de outono, uma rajada vinda do rio obrigou-me a guardar o chapéu de sol e a mudar de mesa duas vezes. Levar um casaco leve mesmo em pleno verão evita surpresas ao final da tarde, quando o ar refresca junto à água.

Os fins de tarde de sexta e sábado enchem depressa, sobretudo quando há DJ set anunciado. Se preferires mesa sem espera, o período entre as 12h e as 17h de quinta ou domingo costuma ser mais folgado. O acesso ao piso superior faz-se por elevador, o que ajuda quem tem dificuldade em subir escadas — mas convém confirmar previamente se está operacional, porque já encontrei o elevador em manutenção numa visita de domingo.

Como chegar e onde estacionar

De metro, a estação mais próxima é Olivais, na Linha Vermelha, a uns dez minutos a pé em subida ligeira. Quem vem de Sintra ou do aeroporto tem quase sempre de mudar na Estação do Oriente, interface de comboios, autocarros e metro a curta distância. O autocarro 208 da Carris pára mesmo em frente, na paragem Praça José Queirós — é o trajeto que costumo escolher quando venho depois do trabalho, porque poupa a subida a pé com sacos.

Entrada do Mirari
Entrada do Mirari

De carro, a zona em redor da praça tem lugares na via pública, normalmente sem parquímetro fora do horário comercial, mas a oferta esgota depressa nas noites de evento. Não há um parque pago dedicado ao espaço; quem quiser garantia de vaga costuma optar pelos parques cobertos do lado de Parque das Nações, a poucos minutos de carro. Já fiquei sem lugar duas vezes num sábado de verão — hoje em dia, se é fim de semana, prefiro mesmo ir de metro.

História do Local

O edifício onde hoje funciona o Mirari Olivais nasceu como entreposto industrial, ligado à antiga atividade logística da zona oriental de Lisboa. Durante décadas serviu propósitos bem mais utilitários do que os DJ sets e os hambúrgueres gourmet de agora — parte do piso superior chegou mesmo a funcionar como simples estacionamento de carros.

A reconversão do espaço em rooftop aconteceu em 2022, quando o imóvel — hoje conhecido pelo nome técnico JQOne — foi comprado por um fundo internacional de investimento imobiliário, com o edifício IDB, o Innovation & Design Building, a nascer logo a seguir com zonas de desporto urbano, arte e restauração pensadas para o público local. Acho estranho, sempre que lá vou, pensar que um espaço tão associado a caixotes e paletes tenha passado a receber DJ sets e pista de patinagem — mas a estrutura em betão à vista não deixa esquecer o que ali esteve antes.

Rooftop Mirari
Rooftop Mirari

Nos anos seguintes, a curadoria cultural do espaço passou a ser assegurada pela plataforma Mirari, que já geriu no passado um outro projeto com o mesmo nome em Alcântara. Foi essa mudança que deu origem ao nome atual, Mirari Olivais, distinto do projeto mais antigo do outro lado da cidade.

O que ver e fazer no Mirari Olivais

Comparado com outros rooftops em Lisboa, o Mirari Olivais aposta menos no glamour de coquetelaria de hotel e mais numa lógica de bairro, com street food e patins à mistura. Ainda assim, costuma aparecer em qualquer lista séria dos melhores terraços panorâmicos de Lisboa.

O terraço e a vista sobre a zona oriental

A primeira impressão de quem chega é sempre a mesma: espaço. O terraço ocupa mais de 1500 metros quadrados no topo do edifício, com zonas cobertas e outras completamente ao ar livre, viradas para o Tejo e para os prédios de Parque das Nações. Ao fundo, em dia limpo, distingue-se a ponte Vasco da Gama.

Vista do Mirari para os Olivais
Vista do Mirari para os Olivais

Não há guarda-corpos altos a interromper a vista, o que ajuda às fotografias mas obriga a atenção redobrada com crianças pequenas junto às zonas mais elevadas do piso.

Zona de street food e cocktails

O hambúrguer do chef Dedé costuma ter fila própria, sobretudo ao fim da tarde. A carta inclui também poke bowls, e junto ficam as pizzas de forno a lenha do Irmão Zap e os pregos e sandes do conceito Mais do Mesmo, chegado mais recentemente à oferta do espaço.

Pizas no Mirari
Pizas no Mirari

Para beber, o cocktail de assinatura é o Mīrārī Smash. Há também opções sem álcool, embora a carta mude com alguma frequência consoante a época do ano.

Mirari - Bar
Mirari – Bar

Pista de patinagem e aulas para todas as idades

Nunca me tinha cruzado com uma pista de patins num terraço de Lisboa antes de vir cá pela primeira vez. A zona dedicada funciona com aulas para crianças e adultos, e no último domingo de cada mês há o Sunset of Wheels, um serão dedicado a quem gosta de patinar ao ritmo de DJs convidados.

O piso desta área é diferente do resto do terraço, mais liso e preparado para rodas, o que também o torna mais escorregadio se estiver molhado depois de chuva.

Arte urbana: os murais que decoram o espaço

As paredes do piso superior receberam intervenções de street art logo nos primeiros anos do espaço, com destaque para um mural de grande escala assinado pelo duo Los Pepes.

Los Pepes no Mirari
Los Pepes no Mirari

Kruella D’Enfer assina outra das peças, intitulada “Transitory Beings”, numa zona de passagem entre o bar e a área de restauração. É fácil atravessar essa passagem sem reparar nela, a caminho da fila do hambúrguer — só dei por ela porque tive de esperar bastante tempo nessa fila.

Concertos, DJ sets e a agenda de eventos Tropicana

A programação de música ao vivo e DJ sets ocupa boa parte do calendário do espaço, com curadoria de projetos como a Tropicana Records e a Oasis Records em algumas das noites mais concorridas.

Pista de Dança no Mirari
Pista de Dança no Mirari

Os géneros variam entre house, ritmos brasileiros e UK garage, dependendo do coletivo convidado. Convém verificar a agenda com antecedência, porque nem todas as noites têm entrada gratuita e algumas esgotam bilhete antes do próprio dia do evento.

Atividades para famílias e fins de semana

Aos domingos o Mirari Olivais serve brunch, e ao longo do ano há feiras de artesanato e atividades pensadas para os mais novos, normalmente concentradas nas tardes de fim de semana.

Trouxe um sobrinho de sete anos numa dessas tardes e o que mais o entusiasmou não foi a comida — foi mesmo a pista de patins. Passou lá mais tempo do que à mesa, o que qualquer adulto que leve crianças devia esperar.

O que Visitar nas Redondezas

Locais Imperdíveis por perto

  • Oceanário de Lisboa — um dos maiores aquários da Europa, junto ao antigo recinto da Expo 98.
  • Pavilhão do Conhecimento — centro de ciência interativo, bom programa alternativo em dia de chuva.
  • Jardins e passeio ribeirinho de Parque das Nações — cerca de cinco quilómetros de frente de rio.
  • Casino Lisboa — espetáculos e restauração noturna, do lado de Parque das Nações.
  • Parque do Relógio — um dos maiores espaços verdes dos Olivais, com zonas de sombra generosas.

Monumentos e Património Próximo

  • Estação do Oriente — interface desenhada por Santiago Calatrava, arquitetura de referência da Expo 98.
  • Torre Vasco da Gama — uma das estruturas mais altas de Lisboa, junto ao rio.
  • Rossio dos Olivais — praça com as bandeiras remanescentes da Expo 98.
  • Escultura do Lince Ibérico, de Bordalo II — peça de arte urbana feita com materiais reaproveitados.

Lince Ibérico de Bordalo II no Parque das Nações

Onde comer e custos médios

Dentro do próprio Mirari Olivais, uma refeição de street food ronda os 10€ a 20€ por pessoa, valor que sobe se juntares cocktails. Nas imediações de Parque das Nações há opções mais formais, entre os 20€ e os 40€. Para quem procura restaurantes com esplanada nos Olivais, em Lisboa, sem sair da zona, o próprio terraço já cumpre essa função.

Balcões de street food do Mirari Olivais — Praça José Queirós, 1, Olivais. Contacto: hello@idblisbon.com. Funcionam vários balcões geridos pelos parceiros habituais da casa, sem reserva de mesa possível — o espaço funciona por ordem de chegada. Peça o hambúrguer clássico do Dedé ou uma das pizzas do Irmão Zap; costumam ser dos primeiros a esgotar em noites de evento.

Cantinho do Avillez — Rua Bojador, 55, Parque das Nações. Telefone 218 700 365. O chef José Avillez tem aqui a segunda morada do seu “Cantinho”, com esplanada virada para o rio. A carta segue linha portuguesa contemporânea, com pratos como bacalhau à Brás e peixinhos da horta; preço médio entre 30€ e 40€.

Arigato — Alameda dos Oceanos, Edifício Lisboa, Lote 2.11.01, Parque das Nações. Telefone 218 967 132. Aposta em sushi e sashimi num espaço claro e moderno, com esplanada de frente para o Oceanário. É a opção mais indicada para quem quer fugir à fritura da street food sem sair da zona oriental — preço médio perto dos 25€. Faz também parte do mapa de bares e eventos de Parque das Nações mais associado a serões tranquilos do que a noites de DJ.

Perguntas Frequentes (FAQ)

Preciso de reservar para entrar no Mirari Olivais?
Não, a entrada é geralmente livre. Bilhete só costuma ser necessário em noites com concerto ou DJ set anunciado, e nesse caso a compra é feita antecipadamente online.

O Mirari Olivais é o mesmo espaço que o antigo IDB Lisbon?
Na prática, sim — o terraço é o mesmo, mas a gestão cultural passou para a plataforma Mirari, que também já geriu um espaço com o mesmo nome em Alcântara. Achei a mudança de marca confusa da primeira vez que lá voltei depois de uma pausa, porque a estrutura física não mudou nada.

Dá para levar crianças ao fim de semana?
Dá, e costuma valer a pena — há pista de patinagem, aulas e por vezes feiras de artesanato. Não tenho a certeza se as atividades infantis acontecem em todos os fins de semana do ano ou só em datas pontuais, por isso convém confirmar a agenda antes de ir de propósito.

O que acontece em dias de chuva ou fora da época de verão?
O espaço está preparado para ambientes exteriores, o que significa que vento forte ou chuva podem condicionar a experiência nas zonas descobertas. Fora da época alta, entre o final do outono e o início da primavera, o Mirari Olivais costuma fechar portas para a temporada seguinte. Nunca tentei ir num dia de chuva, mas em dias de vento forte prefiro reservar as zonas cobertas, que existem, ainda que sejam limitadas.

💡 Dica de Ouro

Visita no final de tarde no fim de semana para aproveitar o pôr do sol com vista panorâmica sobre a zona oriental de Lisboa, frequentar as sessões de patinagem (Sunset on Wheels) e provar a variada oferta de street food no terraço.
🏛️ Ano de Construção: 1982 (Edifício original/Entreposto) / Inaugurado como IDB Rooftop em 2022
👤 Arquiteto: Promontorio (Projeto de reconversão arquitetónica e renovação do IDB Lisbon) / Intervenções artísticas de Los Buistas e curadoria de Mīrārī
🎨 Estilo: Arquitetura Industrial Reconvertida / Arte Urbana Contemporânea
📜 Património: Sem classificação

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