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Igreja de Santos-o-Velho
Igreja de Santos-o-Velho: História, Azulejos e muitos casamentos

Igreja de Santos-o-Velho: História, Azulejos e muitos casamentos

📌 Informações Práticas

📍 Morada: Rua Santos-O-Velho 15, 1200-813 Lisboa, Portugal
💶 Preço: gratuito
⏰ Horário:

Segunda a Quinta-feira: 09:00 – 12:30 / 16:00 – 19:30
Sexta-feira: 10:00 – 16:25
Sábado: 09:00 – 12:30 / 17:30 – 20:00
Domingo: 10:00 – 13:00 / 17:30 – 20:00

Como Chegar (Google Maps)

Escadinhas da Praia, torre e tinta a saltar

Chegámos a pé e a igreja apareceu-nos quase no topo das Escadinhas da Praia, encaixada entre as casas como se sempre ali tivesse estado, o que em parte é verdade, porque o sítio guarda memória de culto há muitos séculos.

Ao pé da torre, a tinta estava a saltar da parede em lascas. Fotografe-a assim mesmo.

Igreja de Santos-o-Velho: Torre do Sino
Igreja de Santos-o-Velho: Torre do Sino

Achámos a fachada mais clara do que nas fotografias — ou foi só o sol daquela hora a enganar-nos. Na subida, um de nós tropeçou num paralelo solto, sem consequências.

O bairro à volta chama-se Design District de Santos, e o nome vem da faculdade de design que fica perto.

Diz a tradição que tudo começou na praia

Veríssimo, Máxima e Júlia eram três irmãos cristãos, martirizados em Lisboa no tempo do imperador Diocleciano. Diz a tradição que os corpos foram dar a uma praia que então ficava por ali, e que foi nesse areal que começaram a rezar por eles.

Já havia um templo nesse lugar muito antes da igreja que hoje se visita. Conta-se que D. Afonso Henriques mandou levantar uma capela nova sobre as ruínas do primeiro, e que D. Sancho I a entregou à Ordem de Santiago, que a passou às comendadeiras do convento vizinho.

Em 1490 as comendadeiras saíram.

Foram para Xabregas, para Santos-o-Novo, e o de Lisboa ficou Velho.

Por dentro, o teto dourado e a pia dos azulejos

O aspeto atual vem de obras feitas nos finais do século XVII e no século XIX. Sobre a porta principal vê-se uma placa com os três mártires, e lá dentro o teto da nave tem painéis dourados e outros pintados em brutesco.

Igreja de Santos-o-Velho: Teto
Igreja de Santos-o-Velho: Teto

A nossa preferência vai sem hesitar para a pia batismal, com um painel de azulejos impressionante (era a peça que mais queríamos fotografar). Ficámos ali mais tempo do que debaixo do teto dourado.

Igreja de Santos-o-Velho: Azulejos e Pia Baptismal
Igreja de Santos-o-Velho: Azulejos e Pia Baptismal

Havia um casamento em preparação.

Aqui celebram-se casamentos e batizados, e o ambiente muda conforme o dia.

A capela pequena à entrada

Antes da nave, pelo pórtico, chega-se a uma capela pequena, a dos Santos Mártires. Passámos por lá primeiro e quase nos esquecemos do resto da igreja.

Igreja de Santos-o-Velho: Capela dos Santos Mártires
Igreja de Santos-o-Velho: Capela dos Santos Mártires

É pequena de verdade. Se chegar com um grupo, entre por turnos.

Fica no pórtico.

Palácio de Santos, a porta ao lado

Na Rua Santos-o-Velho, 5, fica o Palácio de Santos. Foi convento das filhas e viúvas dos cavaleiros da Ordem de Santiago, tornou-se residência real no século XVI e passou depois para a família Lancastre.

Quem quiser ver o interior paga entre 7 € e 14 €. As visitas fazem-se por marcação, por isso marque antes de subir a rua.

O governo francês comprou-o em 1909. Embaixada de França desde 1948.

Jardim de Santos para a pausa

No Largo de Santos, o Jardim de Santos, também conhecido por Jardim Nuno Álvares, tem 3900 m² e sombra farta. Se quiser sentar-se depois das escadas, foi o sítio que escolhemos para a pausa.

Há lá uma Bela-Sombra — a árvore faz jus ao nome — e uma estátua de bronze de Ramalho Ortigão.

Fecha às 20h.

Museu e teatro na Rua das Janelas Verdes

Na Rua das Janelas Verdes fica o Museu Nacional de Arte Antiga, com os Biombos Namban, as Tentações de Santo Antão de Jheronymus Bosch e os Painéis de São Vicente. Se só tiver tempo para um destes sítios, escolha o museu.

Os painéis são de Nuno Gonçalves.

O Teatro A Barraca, companhia independente, existe desde março de 1976.

Perguntas Frequentes (FAQ)

Posso visitar a igreja quando há casamentos ou batizados?

Quando há cerimónia, o espaço é dos noivos e dos convidados. Volte noutra hora, ou aproveite para ver a torre e a fachada por fora.

Quanto tempo devo reservar só para a igreja?

Ficámos pouco mais do que demora um café. A pia batismal prende mais do que se espera.

Qual a melhor hora para tirar fotografias?

Fomos de manhã e a fachada estava bem iluminada, por isso é essa a hora que sugerimos. Ao fim da tarde nunca lá estivemos.

Vale a pena para quem não é religioso?

Vale. Nós entrámos sobretudo pelos azulejos.

Informações Práticas

Onde Estacionar

Fomos a pé desde o Largo de Santos, por isso ficámos sem saber onde se estaciona na Rua do Olival. O Jardim de Santos, no Largo de Santos, é um ponto de partida fácil para subir a pé.

Transportes

Para chegar à Igreja de Santos-o-Velho, apanhe o comboio da linha de Cascais até à estação de Santos, ou o elétrico 15E, que passa pela Avenida 24 de Julho. De lá, sobe-se a pé pelas Escadinhas da Praia.

Dicas Práticas

Há degraus em toda a subida pelas Escadinhas da Praia, com paralelos soltos. Junto à torre, a tinta está a descascar, e convém olhar para a porta antes de entrar, porque pode haver cerimónia. Procure a sombra no Jardim de Santos antes de seguir para o museu.

💡 Dica de Ouro

Visita o interior para admirar a rica coleção de painéis de azulejos joaninos e a talha dourada do altar-mor. Aproveita também para passear pelas ruelas envolventes da Madragoa e de Santos, repletas de restaurantes e vida local.
🏛️ Ano de Construção: 1170 (origem do templo inicial dedicado aos Santos Mártires; rebaldeada e reconstruída ao longo dos séculos XIII, XVII e pós-Terramoto de 1755)
🎨 Estilo: Barroco e Maneirista (com elementos neoclássicos de reconstruções posteriores)
📜 Património: Sem classificação

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