Abre num novo separador
Rua Politécnica: Igreja de São Mamede
Rua da Escola Politécnica: a rua do Jardim Botânico, Igrejas e muito mais

Rua da Escola Politécnica: a rua do Jardim Botânico, Igrejas e muito mais

📌 Informações Práticas

📍 Morada: Rua da Escola Politécnica, 1250-102 Lisboa
💶 Preço: gratuito
⏰ Horário:

Acesso livre 24 horas por dia (os estabelecimentos e museus integrados possuem horários próprios)

Como Chegar (Google Maps)

A subida a partir do Largo do Rato

Entrámos pelo Largo do Rato, onde sai o metro, e a rua começa logo a levantar. À esquerda, quase de imediato, fica a entrada da Procuradoria-Geral da República, um portão de instituição sem nada para visitar. Serve de aviso: esta é uma rua de edifícios do Estado, de ciência e de papel impresso. Sobe-se, e nota-se nas pernas ao fim do dia.

Rua da Escola Politécnica: Procuradoria Geral da República
Rua da Escola Politécnica: Procuradoria Geral da República

Reserve um dia inteiro se quiser entrar em tudo. Meia manhã chega para a rua e para o Largo de São Mamede, e o resto depende do que lhe apetecer abrir.

Imprensa Nacional: o edifício do número 135

O edifício foi erguido no local de um palácio quinhentista dos Soares e Noronha, que desde 1769 abrigava a Impressão Régia. A escolha deveu-se ao tamanho e a ser uma zona pouco atingida pelo terramoto de 1755. O prédio atual começou a ser levantado a partir de 1895 e ficou concluído em 1913, com quatro grandes volumes ligados por escadas, galerias e passadiços. À entrada principal, as janelas são enormes e o portal tem um frontão arredondado.

Rua da Escola Politécnica: Imprensa Nacional
Rua da Escola Politécnica: Imprensa Nacional

Em 2013 foi classificado monumento de interesse público. Lá dentro funciona ainda a gráfica e há uma loja-biblioteca, com acesso livre aos eventos de música, teatro e apresentação de livros. Quando entrámos, a esquina da Rua da Imprensa Nacional enganou-me: desviei-me por ela sem querer e só percebi quando voltei atrás. Esta rua tem selos, notas e livros, e sabe imprimi-los com a pontualidade de quem não perde a página.

Largo de São Mamede e a igreja

Mais à frente abre-se o Largo de São Mamede, e é aqui que se vê a Igreja de São Mamede, no número 1. A paróquia nasceu na encosta do Castelo de São Jorge e foi transferida em 1769 para o Vale do Pereiro, onde ganhou nova sede. Um incêndio destruiu a igreja em 1921, e a reconstrução reabriu em 1924. Por fora a fachada é sóbria, sem grande aparato.

Rua da Escola Politécnica: Igreja de São Mamede
Rua da Escola Politécnica: Igreja de São Mamede

No mesmo largo está a Junta de Freguesia de Santo António, com um mural de azulejo na parede. Parei para o ver e não fiquei com o nome do painel nem com o do autor, por mais que tenha procurado a legenda.

O largo é pequeno e vale mais pela sombra das árvores do que pelo espaço.

Livraria Uzina

A Livraria Uzina chamou-me a atenção pela porta e pelo que se via lá dentro. Entrámos e fomos de sala em sala, que se sucedem umas às outras. Achámos a livraria maior do que parece de fora, ou foi só o efeito das salas em fila, que baralham a conta.

Rua da Escola Politécnica: Livraria Uzina
Rua da Escola Politécnica: Livraria Uzina

Há cantos pensados para ler, com cadeiras e luz suave. Dê-se ao tempo: sentámo-nos mais do que o previsto, com um livro que nem íamos comprar.

Palmeiras à vista: o Jardim Botânico

As palmeiras, com algumas dezenas de metros, dizem de longe onde fica o Jardim Botânico, no número 58. Foi criado em meados do século XIX como apoio ao ensino de botânica da Escola Politécnica, num local onde já havia estudo de plantas pelos jesuítas, e as cicadáceas e as palmeiras dão-lhe um ar tropical. Foi classificado monumento nacional em 4 de novembro de 2010.

Rua da Escola Politécnica: Jardim Botânico
Rua da Escola Politécnica: Jardim Botânico

O jardim está numa encosta, com caminhos a subir e a descer entre árvores de várias origens. Leve a máquina fotográfica e reserve pelo menos uma hora. No verão fecha às 20 horas, por isso não deixe a visita para o fim do dia.

A entrada é paga e fica ao lado da do museu.

Museu Nacional de História Natural e da Ciência

O museu partilha o conjunto com o jardim, no número 56-58, e herdou o edifício da antiga Escola Politécnica, que sofreu um grave incêndio no final da década de 1970. O Laboratório Chimico oitocentista é uma das peças mais apreciadas da instituição, e há visitas guiadas. A programação tem também sessões de planetário.

Rua da Escola Politécnica: Museu Nacional  de História Natural
Rua da Escola Politécnica: Museu Nacional de História Natural

Entre o jardim e o museu, a nossa escolha para quem tem pouco tempo é o jardim: a subida e as palmeiras compensam mais do que uma sala fechada num dia bom.

O que ver num raio de 5 km

A pé, a poucos minutos, fica o Jardim do Príncipe Real, com o seu cedro de copa larga e o reservatório subterrâneo da antiga rede de água da cidade. Daí chega-se ao Miradouro de São Pedro de Alcântara, o nosso preferido da zona ao fim da tarde, porque abre a vista sobre a Baixa e o Castelo de São Jorge com mais amplitude do que os miradouros vizinhos.

Para quem tem mais fôlego, a Basílica da Estrela e o jardim em frente, a Igreja de São Roque, o Bairro Alto, a Mãe d’Água das Amoreiras e o Palácio de São Bento ficam todos dentro desse raio. Escolha dois e deixe o resto para outro dia, que Lisboa tem o hábito de convidar a voltar.

Onde comer e custos médios

Comemos fora da rua, por isso não lhe dou nomes de mesas que não provámos. Quem quiser almoçar depressa sobe até ao Príncipe Real e ao Bairro Alto, onde se concentram as pastelarias e as casas de petiscos.

Quanto a custos: a rua, o Largo de São Mamede, o exterior da Imprensa Nacional e a livraria não custam nada para entrar. O jardim e o museu cobram bilhete à porta, na ordem de poucos euros por pessoa. Leve dinheiro trocado e trate das contas com calma.

Perguntas Frequentes (FAQ)

Há estacionamento fácil na Rua da Escola Politécnica?

Na rua, não. É zona de estacionamento tarifado e os lugares são poucos. Quem vai de carro deve contar com voltas, ou deixá-lo mais longe e subir a pé.

O Jardim Botânico fecha em algum dia do ano?

Segundo a página do museu, abre todos os dias, feriados incluídos.

Quanto tempo leva ver a Rua da Escola Politécnica?

Só a passear, meia hora chega. Com livraria, jardim e museu pelo meio, o dia vai-se.

Porque se chama Rua da Escola Politécnica?

Por causa da Escola Politécnica de Lisboa, criada em 1837, a que o jardim e o museu estão ligados. Dali herdou o nome.

Informações Práticas

Onde Estacionar

O estacionamento na rua é tarifado e gerido pela EMEL, e os lugares escasseiam durante o dia. O Largo do Rato e a zona do Príncipe Real são os pontos onde mais se acumulam carros. O painel do parquímetro indica a tarifa e o horário da zona onde parar. Para evitar voltas, prefira o transporte público.

Transportes

O metro do Rato (linha amarela) deixa-o no início da rua. Os autocarros 720, 727, 738 e 758 passam junto à Imprensa Nacional, e o 758 tem paragem em frente ao jardim. O elétrico 24 pára perto, no Rato e no Príncipe Real.

Dicas Práticas

O jardim está em encosta, com caminhos que sobem. A sombra das palmeiras e das cicadáceas ajuda no verão. A rua tem trânsito ao longo do dia, por isso vá com atenção nas passadeiras. O Lisboa Card não dá desconto no jardim. O jardim e o museu estão lado a lado, no número 56-58.

💡 Dica de Ouro

Explora esta histórica artéria a pé para descobrir recantos emblemáticos como o Jardim Botânico, o Museu de Ciência e acolhedoras esplanadas.
🏛️ Ano de Construção: 1859
👤 Arquiteto: Pierre-Joseph Pezerat
🎨 Estilo: Neoclássico e Eclético
📜 Património: IIP (Interesse Público)

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